Nas redes sociais, cada vez mais pequenos empresários chamam a atenção para os custos e os encargos administrativos associados à implementação da PPWR, em particular às obrigações decorrentes da RAP (Responsabilidade Alargada do Produtor) e à necessidade de nomear representantes autorizados noutros países da UE. Surgiram inúmeros comentários a criticar os novos requisitos e a salientar que estes podem afetar de forma particularmente grave as pequenas empresas que realizam vendas transfronteiriças.
A Comissão responde diretamente a estas vozes nos comentários dos empresários que protestam: «Compreendemos que a exigência de nomear um representante autorizado possa causar custos desnecessários e complicações administrativas às empresas que realizam vendas transfronteiriças, em particular às pequenas e médias empresas (PME). Por isso, propusemos a suspensão desta exigência até 2035, trabalhando simultaneamente numa solução mais simples e proporcionada. O processo legislativo está em curso. Paralelamente, exortámos as autoridades nacionais a adotarem uma abordagem construtiva e pragmática e a evitarem uma aplicação desproporcionada da legislação enquanto a proposta estiver a ser negociada.»
É, no entanto, importante sublinhar que ainda não se trata de uma alteração legislativa em vigor — a proposta da Comissão encontra-se atualmente em fase de processo legislativo.

